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24/02/2017 09h00

BRF alcança receita operacional líquida de R$ 8,6 bilhões no quarto trimestre de 2016

No ano, volumes de vendas crescem 16,7% nos mercados internacionais na comparação com 2015

A BRF alcançou receita operacional líquida de R$ 8,59 bilhões (+1% t/t) no quarto trimestre de 2016. O lucro bruto registrado foi de R$ 1,69 bilhões (-10,1% t/t) e margem bruta de 19,7%, 2,4 p.p. abaixo do terceiro trimestre do mesmo ano. O EBITDA do período foi de R$ 559 milhões (-36,9% t/t), com margem EBITDA de 6,5%, 3,9 p.p. abaixo do 3T16.

O CAPEX no trimestre atingiu R$ 551 milhões e o fluxo de caixa operacional foi de R$ 748 milhões, após investimentos. Ajustado pelos impactos (pro-forma) das empresas adquiridas, a BRF obteve: i) ciclo financeiro de 22,4 dias, melhora de 10,4 dias vs. 3T16; e ii) ROIC (Return on Invested Capital) de 8,26%.

O ano de 2016 foi marcado por desafios que impactaram os resultados de curto prazo da BRF. A combinação de fatores setoriais, conjunturais e de incertezas políticas, somada a alguns desafios de execução interna, levaram a resultados muito aquém do esperado e muito abaixo do potencial da companhia.

Ao mesmo tempo em que os resultados de curto prazo deixam a BRF profundamente inconformada, a companhia está satisfeita com as evoluções estruturais feitas para a construção do longo prazo dos negócios. A BRF segue em seu processo de crescimento global, com volumes de vendas nos mercados internacionais subindo 16,7% a/a.. Mesmo excluindo as aquisições do período, o aumento ainda seria de 5,9%.

No mundo Halal, as aquisições em Omã, Malásia e, mais recentemente, o anúncio na Turquia, foram passos importantes para a materialização da OneFoods. Com a nova entidade já operando, a BRF poderá avaliar melhor as oportunidades estratégicas para acelerar o crescimento nos mercados mulçumanos, bem como uma potencial capitalização.

No Brasil, foram realizados investimentos em execução comercial, para melhorar cada vez mais o nível de serviço por meio de: (i) uma nova estratégia GTM (“go-to-market”), que focou muito em segmentação; (ii) uma nova estratégia comercial para o canal “cash & carry”; e (iii) do restabelecimento do fluxo de lançamentos e inovação da Companhia.

A área de Supply teve um papel ainda mais relevante este ano, ajudando a mitigar parcialmente os impactos do custo da ração. A companhia focou em novas formulações e melhorou os indicadores técnicos de produtividade e conversão alimentar, com ajustes de capacidade, mitigando o impacto do ciclo negativo ao mesmo tempo em que manteve uma flexibilidade produtiva importante.

A BRF entra em 2017 completamente focada na execução comercial e operacional de seus negócios, avançando na otimização da cadeia produtiva, ampliando o portfólio com novos lançamentos e se aproximando cada vez mais do consumidor. Dessa forma, a companhia segue entregando seu propósito de alimentar o mundo, transformando a BRF em uma empresa mais rentável e admirada, com marcas e presença fortes nas mais diversas regiões do globo.

Desempenho Regional

O Brasil teve um quarto trimestre atípico em 2016. A sazonalidade de festivos, que historicamente alavanca as margens e o resultado da região no período, foi fortemente afetada pelo aumento nos custos de produção, principalmente pela alta nos preços dos grãos. Com um cenário de consumo ainda fraco, o aumento de preço foi marginal e não compensou a alta dos custos. Com isso, a BRF encerrou o 4T16 com uma ROL de R$ 4 bilhões (+10% t/t). A companhia finalizou o 4T16 com um EBITDA de R$ 444 milhões e uma margem EBITDA de 11% na região.

Na regional conhecida como MENA, que compreende os países do Oriente Médio e Norte da África, a ROL totalizou R$1.481 milhões no 4T16 (-5,2% t/t), decorrente de: (i) queda de 3,0% nos volumes, principalmente em função de um cenário macroeconômico mais desafiador na região; e (ii) preços médios menores em reais (-2,1% t/t) em função da estratégia de defender nossos volumes em países-chave. Por outro lado, o volume de processados segue crescendo de forma acelerada (+15,1% t/t). Contudo, mesmo com os esforços de OBZ na redução de despesas, a margem EBITDA no 4T16 contraiu 3,7p.p. t/t.

A região da Ásia totalizou uma ROL de R$1.129 milhões no 4T16, resultando em uma queda de 12,3% na comparação trimestral. O recuo de 7% t/t dos volumes foi impactado por: (i) menor volume no Japão (-29,4% t/t), pressionado por estoques locais ainda elevados e pela desvalorização da moeda local frente ao Real (-5,1% t/t); (ii) suspensão de uma das plantas habilitadas à China, levando a um decréscimo de volumes para o país; e (iii) uma competição local mais agressiva. Como resultado, a margem EBITDA da região atingiu 11,8% no 4T16, uma queda de 2,5 p.p. t/t.

A Europa continuou sofrendo diante de um cenário macroeconômico e setorial mais desafiador. Apesar do crescimento de 1,3% t/t nos volumes da sub-região, o volume consolidado caiu 5,3% t/t em função da sazonalidade de final de ano na Eurásia. Como consequência, a ROL caiu 10,6% t/t e totalizou R$860 milhões no 4T16. Diante de todos esses desafios, a margem EBITDA da região contraiu 8,5p.p. t/t.

A ROL de Latam, que compreende todos os países da América com exceção do Brasil, totalizou R$585 milhões no 4T16 (+6,3% t/t), impactada positivamente por maiores volumes (+8,5% t/t) devido: (i) ao incremento de volumes para México e Cuba no trimestre; e (ii) aumento de volume de processados na região do Cone Sul. Por outro lado, a crise econômica na Argentina continuou impactando a rentabilidade da região. Além disso, o excesso de oferta de peru no Chile, que representa 50% do total desse mercado, pressionou os preços e comprimiu margens. Com isso, a região apresentou uma queda de 8,9p.p. t/t em sua margem EBITDA consolidada.

A África continua a sua escalada de volume (+6,5% t/t), apesar dos desafios macroeconômicos específicos da região, como o baixo preço de petróleo e a alta inflação. Como resultado, a ROL da região totalizou R$201 milhões no 4T16, um aumento de 5,1% t/t. Apesar do crescimento de volumes t/t na região, a maior participação de produtos in natura impactou negativamente a margem EBITDA em 2,1 p.p. t/t.

Sobre a BRF

Com um portfólio amplo de produtos e marcas consagradas como Sadia, Perdigão e Qualy, a BRF possui mais de 90 mil funcionários comprometidos com a gestão, qualidade e inovação da produção de alimentos. Com presença em mais de 140 países, a companhia é reconhecida internacionalmente por sua atuação baseada no crescimento e desenvolvimento sustentável. Com uma história de mais de 80 anos, produz alimentos que são fonte de força para colocar a vida em movimento, todos os dias, para o maior número de pessoas em todo mundo.