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13/11/2018 14h16

Receita líquida da BRF atinge R$ 8,8 bilhões no 3º trimestre de 2018

Melhor mix de vendas e recomposição de margens contribuiu para o desempenho

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Os resultados da BRF começam a refletir a estratégia de recuperação da companhia anunciada em junho: tendência de melhora na margem operacional, precificação ativa dos produtos, estratégia integrada de planejamento da produção e vendas de algumas unidades no exterior. 

A receita operacional líquida teve alta de 8,7% no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior totalizando R$ 8,787 bilhões. A evolução reflete os maiores volumes vendidos no Brasil e no mercado internacional, combinados com recomposição de margens nos mercados brasileiro e muçulmano, além da venda de produtos de maior valor agregado. 

Puxadas pelas vendas de processados, o aumento da receita líquida no mercado mulçumano foi de 5% frente ao segundo trimestre. Já no Brasil, o a expansão foi de 11,9% por conta sobretudo da ampliação do volume de vendas que chegou a 5,5%. 

O  diretor vice-presidente executivo global Lorival Nogueira Luz relata que a companhia conduz um trabalho minucioso para rever processos e seguir as melhores práticas de gestão. “Identificamos oportunidades de ganhos de eficiência nas áreas de suprimentos e operações e acreditamos que o sistema de gestão da BRF será uma das fortalezas e um dos diferenciais de geração de valor que vão sustentar a trajetória futura da Companhia”, diz. 

Com melhor execução comercial e adequação do parque fabril, o Ebitda ajustado da companhia, que mede a eficiência operacional,  cresceu 63% frente ao trimestre anterior, totalizando R$ 604 milhões. Na comparação com o mesmo período de 2017, no entanto, houve queda de 35,7% no Ebitda devido sobretudo à alta dos preços dos grãos. 

“Realizamos ajustes na estrutura de pessoas e na governança e demos início ao plano de desinvestimentos de ativos no exterior, que seguem o cronograma original. Também concluímos o nosso processo de planejamento estratégico, que será nosso guia para os próximos cinco anos. Seguimos firmemente com o nosso compromisso para a construção de um negócio mais rentável e sustentável”, afirma Pedro Parente, CEO e presidente do conselho da BRF. 

A desvalorização cambial ao longo do terceiro trimestre teve forte impacto sobre as despesas financeiras, fator que contribuiu para que a companhia registrasse prejuízo líquido de R$ 821 milhões no terceiro trimestre.