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10/08/2018 09h00

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA DA BRF ATINGE R$ 8,2 BILHÕES NO 2° TRIMESTRE DE 2018

Apesar de aumento das vendas, alta no preço dos grãos, greve dos caminhoneiros e menor valor agregado do mix de produtos afetaram rentabilidade de companhia

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A receita operacional líquida da BRF atingiu R$8,2 bilhões no 2° trimestre de 2018, um aumento de 1,9% frente ao mesmo trimestre do ano anterior. O resultado reflete o crescimento de 4,0% no volume comercializado no período, sobretudo devido ao desempenho nos mercados brasileiro e muçulmano, que compensou redução de vendas em outros mercados como Europa, Rússia e China.

Apesar da melhora dos volumes e da receita, a rentabilidade da companhia foi fortemente impactada por fatores externos ligados ao fechamento de mercados na Europa e Rússia, além da sobretaxa imposta pela China. A greve dos caminhoneiros e um menor valor agregado do mix de produtos comercializados, além dos efeitos da desvalorização cambial, também influenciaram o resultado, fazendo com que a BRF registrasse prejuízo líquido de R$ 1,57 bilhão no segundo trimestre.

Com uma maior disciplina na gestão de recursos, o fluxo de caixa livre registrou uma melhora de R$ 650 milhões sobre o segundo trimestre de 2017. No semestre, este indicador acumulou melhora de R$ 2 bilhões em relação ao mesmo período de 2017.

Para enfrentar este cenário mais desafiador, a companhia anunciou medidas para ampliação de eficiência com previsão de impacto positivo no Ebitda de R$ 515 milhões em 2018 e pelo menos R$ 1,2 bilhão em 2019. Estas iniciativas complementam o plano de reestruturação operacional e financeira, divulgado em junho, que incluem desinvestimentos e adequações fabris.

Com isso, a previsão é que o endividamento da empresa seja reduzido para atingir um índice de alavancagem líquida de 4,35x ao fim de 2018 e de 3,0x no fim de 2019.

“Começamos a executar agora as estratégias que vão ditar a recuperação da companhia nos trimestres seguintes e permitir que continuemos a crescer e voltar a entregar resultados”, afirmou o Diretor Presidente Global da BRF, Pedro Parente. “São medidas que dependem exclusivamente da companhia. Nosso foco será implementar essas mudanças com disciplina e rigor”, conclui.

Desempenho por mercado

No Brasil, a BRF manteve sua expansão comercial e encerrou o trimestre com 195 mil pontos de venda e market share de 46,8% (0,9 ponto percentual acima do obtido em junho de 2017). “Tivemos um excelente trimestre de execução comercial no mercado doméstico”, disse Lorival Luz, Diretor Vice-presidente executivo global. O volume comercializado no país subiu 8,6% na comparação anual, com crescimento tanto na categoria in natura (23,2%), quanto na de processados (3,4%), levando ao aumento de 4,2% na receita operacional líquida no período, que atingiu R$3,7 bilhões.

A receita operacional líquida no mercado muçulmano (halal) somou R$2,1 bilhões, alta de 33,6% frente ao segundo trimestre do ano passado. O avanço é fruto da consolidação da Banvit, empresa adquirida na Turquia, e do crescimento orgânico das vendas internas e exportação. 

Sobre a BRF

A BRF é uma das maiores companhias de alimentos do mundo, com mais de 30 marcas em seu portfólio, entre elas, Sadia, Perdigão, Qualy, Paty, Dánica, Bocatti e Vienissima. Seus produtos são comercializados em mais de 150 países, nos cinco continentes. Mais de 100 mil funcionários trabalham na companhia, que mantém mais de 50 fábricas em oito países (Argentina, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Holanda, Malásia, Reino Unido, Tailândia e Turquia).